Tuesday, December 12, 2006

P.159.825.245.186.R



Can’t seem to forget your smile
Contagious and addicting
Makes me not want to forget you
Isling you deep in my thoughts...
Seems like only yesterday
The tomorrow of my memories
Missing the life I dreamed
Don’t really know what to do
Whether to dream the life I miss
Or to live the life I dreamed...
I’m asking you to make this choice for me.
Should I miss you or should I kiss you!?



By GB

Tuesday, November 21, 2006

levou muito tempo para voltar ao blog mas voltei.

Poema 14.



Sentir o salgado da tua pele
O sal do teu suor
Tocando meus labios

Cheirar intensamente o mel
Doce dos teus cabelos

Tuas dunas deleitadas
Movem-se como areias movedicas

As tuas coxas fervendo,
Estremecendo,
No meu corpo deixam marcas,
Queimaduras profundas
Na minha tez
Como que o liquido
Que escorre delas
Fosse pura lava incandescente

Olhar-te nos olhos
E ver-te feliz

Quero-te comigo ate ao fim
Quero fazer-te sentir aquela
Contagiante, embriagante,
Extasiante e deliciosa dor
Que nos renova
Revitalizando todas as celulas
Dos nossos inseparáveis corpos suados.

Por isto e mais
Quero-te agora!

E sempre na minha vida.


por GB

Monday, June 19, 2006

Poema 7.

Contemplo ainda hoje
Com despeito e desprazer
Essa degenerescência
Das coisas, dos objectos,
Das pessoas.
Da minha humanidade,
Da sociedade embebida
Nesta humidade secante,
Da musica desta idade
Da minha terra,
E é preciso maturidade
P’ra perceber e aceitar
Com humildade
Esta condição
Da nossa irmandade.
Meu sol, que saudade
Dos tempos sem maldade!



por GB

Tuesday, May 16, 2006

Poema 12.

Vou marrar
Ate matar
Este meu
Consciente instável
Demente de adolescente

Vou deixar lá atrás
Morrer de fome
Esta minha
Vil maldade.

Que chora a minha alma
Frustrada de magoa,
Angustia prostrada
Que apodrece por dentro
Quando a vida não vinga




por GB

Wednesday, April 26, 2006

um pouco de maluquice, de excentricidade, de mudança, é saudável e ajuda a manter-nos vivos e felizes

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
quem não muda de marca,
não arrisca vestir uma cor nova
e não fala com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o escuro ao invés do claro,
os pontos nos ís a um redemoinho de emoções,
exactamente a que resgata o brilho nos olhos,
o sorriso nos lábios e coração ao tropeços.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto,
para ir atrás de um sonho.

Morre lentamente quem não se permite,
pelo menos uma vez na vida,
ouvir conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte,
ou da chuva incessante.

Morre lentamente quem destrói seu amor próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
nunca pergunta sobre um assunto que desconhece
e nem responde quando lhe perguntam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves porções,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior que o simples ar que respiramos.


Pablo Neruda

Wednesday, April 19, 2006

A mulher perfeita

Receita de mulher

As MUITO FEIAS que me perdoem

Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso

Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul como na República Popular Chinesa) Não há meio-têrmo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa côr só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma bôca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que os seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barrôca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal.
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer sùbitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero e eu sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de tôda a criação
inumerável.

Vinicius de Moraes



Sunday, April 09, 2006

Música, realmente algo que nos eleva cada vez mais a um nivel equiparado aos "Deuses"

Music, something that elevates us more and more to "Gods" like level.

"Música é o remédio da mente" "Music is the medicine of the mind." - John Logan (1744-88)

"Como a música é a única línguagem com a contradição de ser, ao mesmo tempo, inteligível e intraduzível, o criador musical ou compositor é um ser comparável aos deuses, e a música o mistério supremo da ciência do Homem." "Since music is the only language with the contradictory attributes of being at once intelligible and untranslatable, the musical creator is a being comparable to the gods, and music the supreme mystery of the science of Man." - Claude Lévi Strauss

"A música está unida ao Homem de forma tão natural que, mesmo que assim desejemos, não podemos libertar-nos dela." "Music is so naturally united with us that we cannot be free from it even if we so desired." - Boethius

Wednesday, March 22, 2006

Resposta ao artigo "A pior invençao do mundo" de Dse7e em assumir.blogspot.com Replying to the article "The worst invention of the world" from Dse7e

Replying to the article "The worst invention of the world" from Dse7e

Arma de destruicao!? Doenca!? Maldicao humana!? Cura!?
"Qualquer um está vulnerável a ela! E esta é uma verdade absoluta!"
Primeiro nao e uma verdade absoluta(nao existem verdades absolutas, disse, e com razao uma vez um senhor nosso conhecido) porque ha pessoas incapazes de amar neste mundo. Depois o amor e algo muito complexo pois esta directamente relacionado com o calor humano, com a dor e com o rancor. Estao todas obvia e logicamente classificadas dentro da mesma categoria, como doencas. Ora entao a logica e esta: se tens calor humano estas, logo, num estado de espirito/ambiente interno propicio e extremamente favoravel ao amor. Sentes que existe dentro de ti uma forca que te faz querer amar quem amas mais ainda, ou querer encontrar alguem para amar. Mas existe sempre a possibilidade de a pessoa que amas se separar de ti(esta hipotese nunca esta de fora mesmo que esteja adormecida no nosso inconsciente) e isso imediatamente te faz sentir dor(em proporcoes minimas necessarias a doenca). Se perdes a pessoa que amas imediatamente essa dor cresce para niveis agoniantes, aqui entra o rancor. Em raros casos, a dor chega a atingir proporcoes astronomicas tao impossiveis de controlar que, se nao pensares as tuas emocoes, poderas tornar-te violento e magoar quem nao queres, e em situacoes mesmo extremas pode levar-te a infligir dor fisica ou mesmo a matar. Obviamente o ciume tambem entra em accao mas e algo que so actua se houver rancor por isso eu considero o ciume como um virus de bonus. E aqui esta a explicacao. Ha pessoas que crescem imunes ao amor mas nao sao invulneraveis e deles nao pode ser extraido um antidoto pois seria incompativel com aqueles que amam. Posso dizer com certeza, que nao existe cura para esta doenca, o amor. Mas podemos impedir que esta doenca se torne mortal, evitando a infeccao pelos virus do rancor e do ciume. Apesar de tudo, considero o amor como uma doenca necessaria, um virus vital a nossa existencia. Acredito que sem ele nao conseguiriamos viver plena e completamente.

Weapon of destruction!? Disease!? Human curse!? Cure!?"Anyone is vulnerable to it! This is an absolute truth!"First, it's not an absolute truth( there are no absolute truths, saidonce a man we all know)because there are people incapable of loving in this world. Also, love is something very complex as it's directlyconnected to a person's human heat, to the pain and grudge. Among others, they are all categorised in the same group as diseases. And here is the logic: if there is human heat within you, then through your state of mind and spirit, you become extremely receptive to love. You will feel as if inside of you, a force which makes you want to love more and more the person you love, or to find someone to love. But there is always the possibility the person you love may leave you and vice versa, or may be taken from you(this possibility never leaves you mind, even unconsciously) which automatically make you feel pain(but only in minimum levels, necessary for the love to grow). If you lose that person your pain will increase to an unbearable, agonizing state. Now the grudge will take action. Rarely in some cases, the pain may increase to astronomical proportions so impossible to contain and control that if you do not think your emotions, you may become violent and hurt whom you don’t want to, and even in extreme situations your grudge may drive you to inflict physical pain or kill. Obviously jealousy also takes place in the action but it will act only if you hold grudge within you, so I consider this a bonus virus.
There are people who grow immune to love but they are not invulnerable and from them, an antidote can not be extracted as it would be incompatible with those who love. I am certain there is no cure for this disease, love. Even so, we can stop it from becoming fatal to us, by avoiding infection by the grudge and jealousy viruses. Although, I find love to be a necessary and essential disease, a vital virus to our existence. I believe without it we could not live fully and wholly.

Tuesday, March 21, 2006

Poema 13.

Musico, Poeta,
Nao sou nehum dos dois.
Apenas um corpo,alguem
Atropelado por bois.
Trocidado, brutalmente
Desmembrado,
Da sociedade,
Desalmado,
Espero que esta
Me leve aonde
Nao posso ir,
Mas todos me apagam!



por GB